Parras Wines reforça presença no Alentejo

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O grupo Parras Wines reforçou a presença no Alentejo com um investimento que irá ultrapassar os sete milhões de euros, tendo adquirido duas herdades no Redondo, num total de cerca de 380 hectares de terra e 200 de vinha, preparando-se para iniciar a construção de uma adega. A aquisição destas herdades representa uma aposta do grupo na qualidade dos seus vinhos, que, a breve prazo, pretende entrar no exclusivo grupo de produtores de grandes vinhos do Alentejo.

O grupo Parras Wines ainda não possuía terras próprias nem adega no Alentejo, adquirindo uvas a terceiros e fazendo os vinhos em adegas alugadas. Esta situação contudo não era a mais adequada para as ambições do grupo em se tornar um produtor de vinhos de referência da região, tendo por isso decidido adquirir terra e construir uma adega. Apesar disto o grupo já produz cerca de quatro milhões de litros por ano no Alentejo, sendo detentor das marcas Casas Brancas, Montaria e Pera Doce (esta última exclusiva da grande distribuição), que privilegiam a relação qualidade – preço. Para além disso é proprietário da Quinta do Gradil e da Casa das Gaeiras na região de Lisboa e está presente noutras regiões através de parcerias com produtores e viticultores (Parras Partners).

Assim foram adquiridas a Herdade da Candeeira e a Herdade da Vigia.
A primeira, no sopé da serra de Ossa, possui terrenos argilo-calcários profundos, frescos mas com pouca água, conta com cerca de 30 hectares de vinha com mais de 30 anos em produção, com as castas Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet nas tintas e Antão Vaz, Arinto, Roupeiro e Rabo de Ovelha nas brancas. Foram plantados outros 40 hectares com o reforço da casta Antão Vaz e ainda a Gouveio, Encruzado, Verdelho e Viosinho nas brancas. Nas tintas, para além do reforço da Alicante Bouschet, foram plantadas as castas Touriga Nacional, Syrah, Touriga Franca e Tinta Miúda.

A Herdade da Vigia por sua vez, situada junto à barragem da Vigia, que garante o abastecimento de água para rega, apresenta terrenos esqueléticos de xisto, pouco estruturados, ideais para tintos. Sem vinha de origem, estão a ser plantadas, num processo que se prevê terminar em 2019, cerca de 150 hectares com as castas Aragonez, Alicante Bouschet, Tinto Cão e Touriga Franca entre outras. A coordenar toda esta operação estão o responsável agrícola do grupo, Bento Rogado, bem acompanhado por João Almeida, o homem que está no terreno e tudo acompanha no dia-a-dia. Os vinhos são feitos pelos enólogos António Ventura e Vera Moreira.

Estas alterações levaram a um “rebranding” e a uma alteração da imagem da marca no Alentejo. A Herdade da Candeeira passará a ser a marca de referência da casa na região e nos rótulos dos vinhos passa a surgir a imagem estilizada de um candeeiro, ex-libris da herdade. Foram recentemente colocados no mercado os vinhos Porta da Candeeira do ano de 2015, nas versões branco e tinto. Trata-se de uma entrada de gama, ao que se seguirão, no futuro, quando as vinhas o permitirem, outros vinhos, sendo que a referência Herdade da Candeeira ficará reservada para os topos de gama da casa.

Brevemente terá início a construção da adega, da autoria do arquiteto Tiago Silva Dias, e a adaptação das instalações existentes (um belíssimo e tradicional “monte” Alentejano) a um espaço dedicado ao enoturismo que incluirá a opção de estadia.

Texto: João Pereira Santos

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